segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Futuros possíveis desdobramentos para mapa cultural de comunidades do Rio
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Entrevista: Fernanda Mayrink
Qual a importância de fomentar iniciativas como o mapeamento por jovens de ações culturais em suas comunidades?
Fernanda Mayrink: A Light quer contribuir com o desenvolvimento sustentável das áreas que estão sendo pacificadas. Para isso, é necessário um intenso trabalho de articulação com as diversas instituições e as políticas públicas, mas também o protagonismo dos atores locais. Integrar as áreas pacificadas, resgatando o histórico das comunidades, contribui para o surgimento de novos líderes. Essa força está com os jovens.
Quais são os principais frutos do projeto?
Fernanda Mayrink: A oportunidade de que haja uma troca de experiências, informações entre jovens dos Cabritos/Tabajaras, do Salgueiro e da Providência, o que nem sempre é possível. Acho isso muito rico. Cada comunidade tem a sua história, as suas particularidades. Fazer um mapa dessas localidades representa o resgate da cultura, da história. Além da possibilidade de integração entre comunidades e de fomento do protagonismo de atores locais.
E a busca desse protagonismo e integração está ocorrendo pelo viés da cultura...
Fernanda Mayrink: A cultura é fundamental. Sem isso o ciclo não se fecha. Espero que esse mapeamento fortaleça a cultura dessas localidades.
Você participou de um dos encontros do projeto para falar sobre o uso de energia. Com a chegada das UPPs, a Light tem implementado mudanças nesses territórios.
Fernanda Mayrink: Essas áreas viviam na informalidade. Com as UPPs, com a formalização, chegam serviços e o pagamento por eles. A conta de luz faz parte do processo. O encontro com os jovens foi uma oportunidade de mostrar o que a Light tem feito e trocar, dialogar, tirar dúvidas sobre consumo, Tarifa Social etc.
Uma das questões levantadas pelos jovens, a maioria chefe de família, foi o fato de chegarem as contas, porém poucas iniciativas de geração de trabalho e renda para que façam frente aos pagamentos. O que a Light tem implementado nesse sentido?
Fernanda Mayrink: Entre os cursos que oferecemos está a formação de eletricistas da rede aérea. .Formamos duas turmas com moradores de comunidades pacificadas. É uma forma de capacitar e inserir esta mão de obra no mercado formal. Outro projeto é o Light Recicla, que propõe a troca de lixo reciclável por desconto na conta de luz. É uma alternativa de pagamento. O dinheiro que seria gasto com a conta de luz pode ser direcionado pelos consumidores para outras ações. Essa iniciativa começou no Santa Marta, em Botafogo, e agora, será implementada no Chapéu Mangueira e Babilônia. O projeto ajuda a tirar o lixo das ruas, gera renda pelo desconto na conta de luz e promove saúde, uma vez que diminui focos de dengue.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Entrevista: Vinicius Ladeira
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Entrevista: Denise Francisca de Oliveira Santos
Entrevista: Nélio de Oliveira
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Entrevista: Pedro Jorge Olímpio de Souza
Foto: Ratão Diniz
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Entrevista: Cabbet Araújo
Existem muitas ações culturais no Cabritos/Tabajaras?
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Entrevista: Fred Paredes
Por meio de estímulos corporais é possível ter outra postura diante do mundo, promover mudanças de atitudes e comportamentos. Essa é a proposta do bailarino e coreógrafo Fred Paredes, que esteve presente no segundo encontro do projeto Intercâmbios Juventudearte, como convidado. Não é a primeira vez que integra iniciativas do Programa Juventude Transformando com Arte, coordenado pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas (CEPP), e a possibilidade de entrar em contato com expressões culturais muitas vezes invisíveis na nossa sociedade é algo que o estimula a continuar investindo nessa parceria.
Fred Paredes - A minha proposta foi trazer a experiência corporal, a vivência do corpo, para desarmar os condicionamentos. O meu interesse é que o participante possa se servir de uma escuta corporal para poder se recolocar, mudar de atitude. Eu crio situações com as quais não estão acostumados, crio provocação. Achei um barato a experiência. Esses jovens são muito vivos, têm uma potência de vida muito forte.
O que mais chama a sua atenção na proposta do projeto Intercâmbios Juventudearte?
Fred Paredes - A iniciativa vai promover a circulação de moradores de comunidades em diferentes favelas. Há uma situação de poder que se modifica. O Brasil tem uma vocação de encontro, de cultura partilhada. Acho importante toda iniciativa que resgate as pessoas de situações que impedem esse encontro.
E essa circulação possibilitará o reconhecimento de iniciativas culturais pelos jovens...
Fred Paredes - Os jovens geralmente se posicionam de acordo com os padrões da sociedade. São condicionados a pensar que não são agentes culturais, que a cultura está fora. O projeto irá ajudar que se reconheçam como agentes de cultura, a quebrar um pouco os lugares pré-definidos do que é cultura. O projeto está provocando o questionamento, está promovendo o bom estranhamento ao colocar pessoas de diferentes comunidades juntas, fazendo com o que os jovens vejam que há divergências e pontos em comum com seus pares de outras comunidades.
Essa não é a primeira vez que trabalha com o Programa Juventude Transformando com Arte. Na 3a Mostra Brasil, realizada no Rio de Janeiro, em 2010, você foi curador e diretor artístico da noite da dança. Como foi a experiência?
Fred Paredes – Entrei em contato com projetos de qualidade feitos em todo o Brasil. São diferentes estéticas, referências culturais. Há o frescor do que ainda não está encaixado em um ‘esquemão’, uma potência de expressão cultural no Brasil muito forte. Foi muito interessante promover o encontro de pares, integrar os grupos e dar visibilidade a esses grupos.
Fotos: Klebeandeson Duarti
Saiba mais sobre a Mostra Brasil.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Puro envolvimento – capítulo 2

Yasmin Thayná
(continuação)
Em Abril de 2010, fui a todos os dias do Iguacine. Fiquei o dia inteiro admirando aqueles cineastas que entendiam muito do assunto. E pensei: "será que eu posso chegar a ser um deles no próximo Iguacine? Será que eu posso ser uma cineasta?"
Eu fiz eletrotécnica na FAETEC de Nova Iguaçu e não tinha nada a ver com cinema. Fui convidada pelo Grêmio da escola a participar como Diretora de Políticas Educacionais. Aceitei e acabei iniciando um posto na área de cultura. Criei a primeira Feira Brasil na rede FAETEC. Levei o projeto de feira para a Ivone Landim, atual presidente do conselho de cultura , e criamos uma amizade que eu nunca imaginei que pudesse acontecer. No dia da feira, ela convidou dois repórteres da cidade, Marcelle Abreu e Jefferson Loyola, para realizarem a cobertura do evento. Eles me entrevistaram, ligaram pro coordenador da redação e ele me convidou para escrever.
Eu fui. Virei repórter da Cidade de Nova Iguaçu. Em Junho de 2010, fui contratada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu. Trabalhei e ainda trabalho reconhecendo os moradores, a região e exercendo um olhar mais amplo e diferente sobre a Baixada Fluminense.
Criei o "Cineclube João Luiz do Nascimento," junto com o Lorran Dias. Passávamos filmes do youtube e curtas que ganhava dos amigos que fiz durante esse início no cinema e o envolvimento com a cultura. Realizamos em cerca de 15 sessões, fizemos intervenção artística com o escritor e roteirista do filme "400 contra 1" Julio Ludemir. Isso tudo com o apoio da professora Ivone Landim.
Em Julho entrei para a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. Fiz parte da turma de roteiro com o Raul Fernando. Lá, eu fiz amigos, fiz redes e deixei um pedaço do meu coração na biblioteca Cacá Diegues que se instala dentro da Escola de Cinema. O nosso desafio era produzir um vídeo de 3 minutos, no mês de dezembro, sobre o livro Guia Afetivo da Periferia, do escritor Marcus Vinicius Faustini - Fundador da Escola Livre de Cinema, Escola livre de Teatro, Escola Livre da Palavra, ex Secretário de Cultura de Nova Iguaçu.
Nas férias, fiz um média-metragem com a avó. Ela me deu de presente um tripé legalzinho até, de quase 1,80m. O pai tinha uma câmera digital. Peguei e fui filmar. Ela me contou a sua história e eu explorei os detalhes do dia dela. Chama-se "lembranças de minha avó." O curta foi exibido no Centro Cultural Donana em Belford Roxo. Tive o privilégio de ter sido a primeira a exibir filme na Sessão Realizadores do Centro Cultural que tenho muito carinho. (Aqui o texto que inspirou o filme).
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Puro envolvimento – capítulo 1
Eu tenho 18 anos e resido na cidade de Nova Iguaçu desde que nasci, ou seja, 3 de novembro de 1992. Meu envolvimento com a arte teve início depois que fiz uma viagem no carnaval para Bahia, Porto Seguro, em 2008 onde me interessei por malabares. Quando voltei para o Rio de Janeiro, comecei a fazer parte das oficinas de malabares do Espaço Sylvio Monteiro, no centro de Nova Iguaçu. Participei do grupo MACA, Movimento Alternativo de Cultura e Arte. Virei malabarista.
Em agosto de 2009, vi em frente a prefeitura da Cidade um outdoor enorme sobre o festival de cinema em Nova Iguaçu que já estava acontecendo. Pensei logo que era numa televisão de 29 polegadas. "Cinema? Festival de cinema de verdade nessa cidade? Tá zuando, né?" Liguei pro pai e ele permitiu que eu fosse. Foi mágico. Quando terminou o festival, tudo começou "novo de novo." Conheci o primeiro cineclube da minha vida: o Buraco do Getúlio coordenado por Diego Bion, na "Sessão Premiados." Após o Buraco, conheci o Cineclube Digital que realizava sessões toda segunda terça feira do mês no Sesc de Nova Iguaçu.
O ano virou. Em Janeiro de 2010, fiz uma oficina de curtas no SESC com Miguel Nagle, um grande professor de cinema que eu sempre digo que serei como ele assim que crescer. As minhas referencias artísticas são essas: os artistas de guerrilha. Para mim, é muito mais importante ver um cidadão do nordeste fazendo filme, um iguaçuano, carioca, paulista... Eu me emociono muito mais vendo um "Central do Brasil" da vida do que ver um "Acossado" do Godard. É muito mais legal ver que brasileiros estão produzindo. A satisfação é bem maior. Eu gosto muito de uma galera de São Paulo que tem um site o "cinema de rua." Fui para São Paulo esses dias e escrevi dois argumentos de curta. Mas não consegui encontrá-los, infelizmente. Eles são grande referência pra mim.
A oficina com o Miguel Nagle, durou 2 dias. Fiz o meu primeiro curta: "no ciclo eterno das mudáveis coisas". Fiquei na parte artística do filme, já que eu gostava de pintar telas a óleo em casa, li livros de arte, fui destaque em conseguir reproduzir uma pintura a guache, na aula de artes do ensino médio, a partir de uma música do Caetano Veloso "Trem das cores." E outras coisas a lápis de cor que também fiz. Mas nada muito sério. Sempre gostei das tintas.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Entrevista com Igor Tadeu
Igor Tadeu, 24 anos, é ator e está em cartaz com o espetáculo Noel - O feitiço da Vila, na Casa da Gávea (novembro 2010)
JuventudeArte - Quando e por que você decidiu fazer teatro?
Igor - Embora tenha o sonho de ser ator desde que me entendo por gente, foi apenas em Janeiro de 2008 que comecei a fazer teatro. Era algo que pulsava dentro de mim e foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Realizar meu sonho!
JuventudeArte - Conte um pouco sobre o seu trabalho como ator.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Entrevista com Glaucia Fernanda Oliveira

Glaucia Fernanda, 22 anos, é dançarina da Cia Eclipse Cultura e Arte e coreógrafa. (Campinas - SP)
JuventudeArte - Quando e porque você decidiu fazer dança?
Glaucia - Tive meu primeiro contato com a dança aos 4 anos de idade. Minha mãe me colocou no balé numa escolinha perto de casa e comecei a gostar da dança. Não parava de me mexer. Alguns anos depois, entrei nas aulas de jazz, com as quais me identifiquei mais, pois é uma dança mais agitada e contagiante. Aos 15 anos conheci a Ana Cristina, hoje coordenadora da Cia. Eclipse Cultura e Arte, que me convidou para assistir aos ensaios. Logo que vi me apaixonei pela dança de rua! Desde então é essa cultura que faço e estudo. Decidi seguir a dança, pois, além de ser a melhor coisa que posso fazer, é a que, com toda certeza, me deixa mais feliz. Nada pode pagar o amor que sinto ao dançar, é o meu momento, onde todos os meus sonhos se realizam e, graças a Deus, conheço e convivo com muitas pessoas maravilhosas ao meu lado, que trabalham e fazem da arte a sua vida.
JuventudeArte - Você acredita ser possível transformar o meio em que vive através da arte? De que maneira?
Glaucia - Sim, acredito. Sem dúvida nenhuma e é com grande alegria que posso dizer que com a arte da dança, mudamos os caminhos de muitas pessoas que hoje trabalham ou passaram por nós. A Cia. Eclipse, em particular, realiza projetos sociais na cidade de Campinas oferecendo gratuitamente oficinas de dança para todas as idades e grupos específicos a ponto de dar uma opção de atividade física, lazer e formar dançarinos e também professores da área, sem contar a ideia de tirar os jovens das ruas, da violência e das drogas. Hoje temos mais de 50 jovens que fazem parte destes projetos e fazem apresentações e participam de competições. Além destes projetos a Cia. Eclipse realiza o maior evento de Breaking – um dos estilos da dança de rua – da América Latina, aqui em Campinas, a Battle of the Year Brazil. Reunimos grupos do Brasil inteiro numa disputa onde o melhor representa o Brasil no mundial fora do país. Muitos dançarinos que participaram deste evento, pelo ótimo trabalho que fazem e pela oportunidade que o evento traz, hoje estão fora do país participando de muitos campeonatos, fazendo trabalhos em todo o mundo levando o nome do Brasil em todo lugar.
JuventudeArte - Como foi a sua experiência na 3a Mostra Brasil?
Glaucia - A Mostra Brasil foi uma experiência inédita e maravilhosa pra mim e para todos da Cia. Um evento muito bem organizado, com artistas de todos os estilos e de todos os lugares, foi maravilhoso poder vivenciar a dança, música, teatro, o circo... tudo junto no mesmo espaço e com o mesmo objetivo, algo do qual nunca havíamos participado antes. Conhecemos pessoas de todos os lugares, e conhecemos lugares maravilhosos, como o AfroReggae, e fizemos amizades com outros artistas afim de realizar trabalhos futuros.
JuventudeArte – Que outros jovens, como você, estão fazendo trabalhos artísticos que você admira e gostaria de indicar?
Glaucia – (Aí vão os links para os sites):
Companhia de Teatro Sia Santa - http://www.siasanta.art.br/
Centro de Dança Leonardo.Bilia - http://www.leonardobilia.com.br/
AIMEC (música) - http://www.aimec.com.br/Banda Magnitude - http://www.magnituderock.com/
Packer Cia de Dança - http://www.balletcristianapacker.com.br/
Amazon B.Boy (dança) - http://www.amazonbboy.com.br/
Para conhecer melhor a Cia Eclipse CA:
www.eclipse.art.br
www.battlebrazil.com.br
http://twitter.com/CiaEclipseCA
http://www.grupos.com.br/blog/eclipseculturaearte/





