terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ébano







Canoa feita de ébano
Navego no oceano da vida
Os braços articulam os remos.

Entre o horizonte avisto uma ilha
Faminto e muito fraco
A vida vai sumindo
Como uma gota de água na areia fina.

Porém a fé ainda fortifica
Na persuasão engole-me aquela ilha

Lugar replet de ébano,
Me vejo sem destino
O escuro vem como em véu
Furando meus olhos me deixando cego

Apostando com a morte minha vida
E de sua parte o mistério daquela ilha


deixo-me afundar
Em um lamaçal de dimensões
vejo-me envolvido pela escuridão do espaço

E lá de cima renasci da morte
Descobrindo o valor da vida

Das minha costas
Nasceram asas negras
E de fogo me tornei
Do que eu era agora
Estou modificado,

E dali em diante,
Aprendi que nada seriam das estrelas
E as flores de ébano

Se não existisse
O infinito universo



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