terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bruno Pastore responde; "é Grafitti ou Artes Plasticas?"

Entrevista com Bruno Pastore, por Israel Neto
Fotos: Camila Peixoto

Conheci Buno Pastore (Educador Social, Grafiteiro, Poeta e Pai) alguns anos e sempre discutimos questões muito relevantes, então vou compartilhar algumas com vocês...

Israel - Como e quando começou no grafitti?
Bruno - Comecei desde que nasci, pois desde moleque sou chamado a atenção por rabiscar paredes. Isso é lembrado até hoje nos almoços de família, minha avó diz: "é, está vendo, aquela arte toda no que deu" - eu só dou risada e penso. Mas meu primeiro contato com o graffiti que conhecemos foi através da pixação em 1998, depois a partir de 2000, comecei a frequentar oficinas e ter contato com o graffiti.


É Graffiti ou artes plásticas?
Graffiti é uma expressão que se difere das manifestações plásticas – das artes plásticas, coisa que não deveria, pois a essência de uma obra de arte, ou qualquer manifestação humana converge no mesmo lugar, a questão é que esta essência/origem, está por um triz tanto no graffiti como nas artes plástica, e isso me intriga mais do que esta simples diferença de nomenclatura e rótulo.
Respondendo a pergunta, apesar do graffiti estar na galeria e isso legitimá-lo como artes plásticas, não gostaria de ver o graffiti como tal, não encaro ele desta forma, pois tudo que é deslocado de sua origem/essência tende a perder o real sentido, e isto é uma transição delicada para qualquer manifestação humana, resumindo à uma simples experiência estética, entrando no plano do gosto, sendo absorvido e suprimido do seu real objetivo, que é a manifestação incondicional do espirito, do homem para ele mesmo.

É possível viver da arte na periferia?
Creio piamente que sim, exemplo disso são as doceiras, costureiras, os mecânicos e muitos outros artesãos que fazem do fruto de seu ofício, seu próprio sustento. Creio que com organização, trabalho e coragem, tudo é possível neste mundo vasto, pois a geografia foi inventada e é superável, o erro é nos restringirmos a ela e não querer reinventá-la .

O que é “Juventude Transformando com arte” pra você?
Bela pergunta, e de difícil resposta.
Só consigo contorná-la, partindo de uma experiência real quando em uma oficina de criação poética, fui interpelado pelo profundo fracasso e, com ele aprendi que não se ensina ninguém a ser poeta, poeta é poeta por si próprio e só, mesmo que nunca tenha feito um poema.
Aprendi com os jovens da oficina que, levar a poesia para o seu estado original – do acontecimento na integra- é a melhor forma de criar poesia. Aprendi com eles que criar poemas tem pouca importância, vi que o lugar de ouvir o outro, de olhar no olho do outro, ouvir e falar, trocar e criar experiências reais tem maior valor do que criar poemas. Talvez juventude transformando com arte seja uma juventude que não fique restrita as artes, e sim uma juventude que resgate de fato, através da arte ou de qualquer outra forma, as relações humanas.

Bruno Pastore
www.flickr.com/photos/pastore4life
http://www.literalmentepastore.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Conversa com o Davi do grupo do Máfia 44

JuventudeArte - Quando e por que você escolheu o graffiti?

DAVI BALTAR - Foi em 2006, eu já conhecia o graffiti a algum tempo mas não tinha recurso pra poder pintar. Então no meio deste ano surgiu a oportunidade de fazer uma oficina. Daí tive a oportunidade de praticar e com o tempo o graffiti foi tomando conta da minha vida.

JuventudeArte - Qual a proposta do coletivo Máfia 44, que hoje faz parte do Banco de experiências sociais com arte e cultura?

DAVI -Hoje nós somos um grupo que pensa e age em favor da arte como instrumento de transformação, tanto no sentido físico quanto no social. Acreditamos que a pintura, a arte em si pode elevar a auto-estima das pessoas e do seu entorno, ela age como instrumento de diálogo. Por isso o graffiti é tão importante pra gente, pois tudo isso pode se tornar público, facilita muito o nosso contato com o público.

JuventudeArte - De que maneira o trabalho do Máfia 44 mobiliza jovens tanto no ensino da técnica quanto na discussão e visibilidade das questões caras a eles?

DAVI - Alguns de nós trabalhamos em oficinas com jovens. Por sermos um grupo independente temos o privilégio da liberdade, mas por outro lado sempre tivemos que arcar com muito do que fazemos (murais, encontros, etc.). Penso que mais importante que "formar grafiteiros", é conscientizar uma comunidade da importância da preservação de suas paredes, por exemplo, pois uma parede pintada "pedirá" um chão limpo, para que os moradores possam posar pra fotos num bom lugar. Esse tipo de pequenas experiências que passamos nos ensinam que uma pintura numa parede pode gerar uma reação cultural num local antes descuidado. E os jovens são os mais atentos a isso, pois ainda estão bem abertos a novas idéias.

JuventudeArte - Como foi a sua experiência como oficineiro na Mostra Brasil?

DAVI - Foi ótima. Ministrei uma oficina para um grupo de B-boys de Campinas, SP. A proposta da oficina era: "Brasil: suas cores e gêneros", e o grupo se chamava S.A.M.B.A (Somos A Mistura Brasileira). Pronto, caiu como uma luva no tema! foi samba, hip-hop, Rio, São paulo... resultou num trabalho bem legal. Pude conhecer também outras pessoas que mobilizam jovens de uma forma muito forte, meu maior aprendizado foi ver o entusiasmo de todos.

JuventudeArte - Que outros grupos de jovens você considera que estão fazendo um trabalho legal com graffiti atualmente?

DAVI - Tem a posse 471, que agora em novembro promovem o Meeting of Favela, que é considerado o maior encontro voluntário de graffiti do Brasil, um mutirão de graffiti, como é conhecido. Para quem quiser saber mais sobre, fica o blog: http://meetingofavela.blogspot.com/

E vou falar também da Artefeito, que promove ações educativas e culturais envolvendo o graffiti, e eu também estou fazendo parte atualmente Para quem quiser saber mais sobre, fica o blog: http://www.artefeito-cultura.blogspot.com/

sábado, 6 de novembro de 2010

Ana Paula Risos, por Ana Paula Risos

Nome completo e pequeno relato de como entrou no teatro.
Ana Paula dos Santos Carlos, nome artistico: Ana Paula dos Santos Risos. Entrei no teatro aos 14 anos, porque queria ser atriz de televisão. Comecei a participar das oficinas de teatro em uma escola publica aos finais de semana, era gratuito. Fui percebendo que teatro não era igual a televisão, são expressões diferentes. Então me perdi, e me encontrei diferente e mais parecida comigo do que antes, me buscando sempre, com possibilidades de mim que encontrei no teatro.
Percorri não só pela minha cidade que é Arujá, como também fui para São Paulo, fiz teatro em São Miguel durante bastante tempo, formamos um grupo chamado Parangolé, tinhamos muitas questões, criticas, vivenciamos algumas peças juntos. O que serviu bastante para o meu amadurecimento. Nós faziamos no final de semana os encontros. Isso foi me fazendo comprovar se era isso que eu queria, pois enquanto muitas adolescentes se divertiam com outras atitividades eu me dedicava ao teatro, mesmo com a distancia da minha casa para o local de encontro com grupo. A minha forma de olhar o mundo já havia se modificado, aumentando o grau de sensibilidade e relacionamento humano. Fiz ainda, em outros lugares, oficinas gratuitas de teatro e de tudo que se relacionasse ao tema. Tive que trabalhar, mas todos os trabalhos me serviram de inspiração para a criação teatral trazendo a tona o mundo em que estamos vivendo ainda. A separação do grupo fez com que eu me reorganizasse. De alguma maneira precisava dizer algo, questões vitais. Então fiz, fui dizer.

Sobre o que fala o monólogo "A Informal"?
A informal?
Fala sobre bastante coisa. Mas, sua essencia em dialogo com seu fenomeno pode ser colocada em algumas poucas palavras: A não aceitação da impossibilidade de ser.

O que entende por "Juventude transformando com Arte"?
Entendo que há poucas escolhas ou talvez quase nenhuma, os caminhos fechados fecham a esperança e perspectiva de um outro mundo, a cristalização da realidade como algo natural nos endurece, nos faz contribuir para a desumanidade. A arte que é algo que desbrutaliza o ser humano tem potencia para provocar deslocamentos de pensamentos, de ações modificar as relações etc. Portanto juventude com arte em transformação tem importancia valiosa quando esta repensa o mundo em que vive.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ana Risos, A Informal

Pelas Periferias o trabalho informal é quase que unanimidade, ainda mais em um país que exclui o povo que o fez país, caso dos negros e indigenas, agora periféricos e comunidades tradicionais. Porem a palavra resiliência é veridica, quando encontramos talentos como o da poetiza e Atriz Ana Paula Risos, que ha dois anos inbterpréta A Jovem Maria Madalena, em seu Monólogo "A Informal", hoje em cartaz no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
(http://escuta.estudiolivre.org/). A peça mostra A jovem Maria Madalena que não consegue entrar nos padrões da sociedade e busca viver livre e resgatar sua identidade através da valorização de sua ancestralidade africana, respondendo com o corpo e poesias, na informalidade de seus dias. Recomendo o monólogo pra todos que gostam de teatro e cultura Alternativa.
Para saber mais sobre "A informal" escreva para: anamo.teatro@yahoo.com.br
Segue Poema que integra a peça

Graça
(Ana Risos)


Qual é sua graça moça?
A minha graça é uma desgraça sem fim
Que talvez se perceba quando olhe pra mim
Eu sou o lírio do campo de guerra
De uma guerra sem face
Que se perde assim
num sim e num não
Numa chibata dolorida
numa moça desconhecida
Tratada como o óbvio
Tratada como lógico
Mas que nada disso tem
tratada como um relógio despertador
que apanha todos os dias,
mas que não tem tempo.
Jogada ao vento,
por aqueles que são lentos
Cabisbaixa, mas não se encaixa nesse perfil
Não é conivente nem servil
Deixa nóis livre, deixa nóis livre.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entrevista com Igor Tadeu

Igor Tadeu, 24 anos, é ator e está em cartaz com o espetáculo Noel - O feitiço da Vila, na Casa da Gávea (novembro 2010)

JuventudeArte - Quando e por que você decidiu fazer teatro?

Igor - Embora tenha o sonho de ser ator desde que me entendo por gente, foi apenas em Janeiro de 2008 que comecei a fazer teatro. Era algo que pulsava dentro de mim e foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Realizar meu sonho!

JuventudeArte - De que maneira você acredita poder transformar o meio em que vive através da arte?

Igor - O artista é sensível e tem um olhar diferente sobre o mundo e as coisas ao seu redor, simplesmente ao conviver com os outros, ele acaba transformando as pessoas por onde passa os fazendo enxergar o mundo com outros olhos, quebrando tabus e preconceitos pré estabelecidos pela sociedade porque a arte é isso! Ela agrega, transforma e une as pessoas.

JuventudeArte - Conte um pouco sobre o seu trabalho como ator.

Igor - Minha primeira professora/diretora foi Cyda Morenixy montamos 3 peças em 1 ano durante o tempo que estudei na Spectaculu- Escola Fábrica de Espetáculos dirigido por Gringo Cardia e Marisa Orth. Depois tive o prazer de trabalhar com mais alguns diretores (Vilma Melo, Dado Amaral, Marcia Rosado Nunes, Marcio Januário, Mario Cadorna, Aziz Alkimim, Alvaro Oliveira, Sylvia Aziz, Rafaela Motta entre outros) em algumas aulas e montagens, diretores esses que foram fundamentais para meu amadurecimento como ator. No inicio desse ano entrei para escola de teatro Martins Penna onde tenho aprendido a cada dia mais sobre o ofício com mestres incríveis numa escola centenária! A primeira da America Latina. Também neste inicio de ano entrei para o Curso de Teatro Musical Brasileiro na Casa da Gávea onde tenho aprendido muito com os mestres Èdio Nunes e Jorge Luis Cardos. No primeiro semestre montamos o musical Noel O feitiço da Vila que reestréia dia 9 de Novembro na Casa da Gávea ás 21h. Para esse semestre estamos preparando um musical sobre a vida de Chico Buarque que estréia na segunda semana de dezembro. Há um ano desenvolvo um trabalho em visitas aos hospitais do Inca vestido de palhaço com o grupo Médicos do Barulho sob a supervisão de Amaury.

JuventudeArte - Que outros jovens como você estão fazendo trabalhos artísticos que você admira e gostaria de indicar?

Igor - Durante a pesquisa que fizemos com o CEPP mapeando os projetos sociais que trabalham com jovens e passamos a conhecer vários trabalhos magníficos que são pouco divulgados. Agora, nem tanto, pois muitos estão a disposição de todos através no site www.juventudearte.org.br

Mas, gostaria de indicar alguns trabalhos que conheço um pouco mais de perto e acho fantásticos: Spectaculu no Cais do porto; Tear na Tijuca; Completa Mente Souta, na Gávea; Cia Corpoafro; Centro Coreográfico, na Tijuca. Também trabalho com produção e divulgação de espetáculos no meu blog: Dicas Culturais

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Entrevista com Glaucia Fernanda Oliveira

Glaucia Fernanda, 22 anos, é dançarina da Cia Eclipse Cultura e Arte e coreógrafa. (Campinas - SP)

JuventudeArte - Quando e porque você decidiu fazer dança?

Glaucia - Tive meu primeiro contato com a dança aos 4 anos de idade. Minha mãe me colocou no balé numa escolinha perto de casa e comecei a gostar da dança. Não parava de me mexer. Alguns anos depois, entrei nas aulas de jazz, com as quais me identifiquei mais, pois é uma dança mais agitada e contagiante. Aos 15 anos conheci a Ana Cristina, hoje coordenadora da Cia. Eclipse Cultura e Arte, que me convidou para assistir aos ensaios. Logo que vi me apaixonei pela dança de rua! Desde então é essa cultura que faço e estudo. Decidi seguir a dança, pois, além de ser a melhor coisa que posso fazer, é a que, com toda certeza, me deixa mais feliz. Nada pode pagar o amor que sinto ao dançar, é o meu momento, onde todos os meus sonhos se realizam e, graças a Deus, conheço e convivo com muitas pessoas maravilhosas ao meu lado, que trabalham e fazem da arte a sua vida.

JuventudeArte - Você acredita ser possível transformar o meio em que vive através da arte? De que maneira?

Glaucia - Sim, acredito. Sem dúvida nenhuma e é com grande alegria que posso dizer que com a arte da dança, mudamos os caminhos de muitas pessoas que hoje trabalham ou passaram por nós. A Cia. Eclipse, em particular, realiza projetos sociais na cidade de Campinas oferecendo gratuitamente oficinas de dança para todas as idades e grupos específicos a ponto de dar uma opção de atividade física, lazer e formar dançarinos e também professores da área, sem contar a ideia de tirar os jovens das ruas, da violência e das drogas. Hoje temos mais de 50 jovens que fazem parte destes projetos e fazem apresentações e participam de competições. Além destes projetos a Cia. Eclipse realiza o maior evento de Breaking – um dos estilos da dança de rua – da América Latina, aqui em Campinas, a Battle of the Year Brazil. Reunimos grupos do Brasil inteiro numa disputa onde o melhor representa o Brasil no mundial fora do país. Muitos dançarinos que participaram deste evento, pelo ótimo trabalho que fazem e pela oportunidade que o evento traz, hoje estão fora do país participando de muitos campeonatos, fazendo trabalhos em todo o mundo levando o nome do Brasil em todo lugar.


JuventudeArte - Como foi a sua experiência na 3a Mostra Brasil?

Glaucia - A Mostra Brasil foi uma experiência inédita e maravilhosa pra mim e para todos da Cia. Um evento muito bem organizado, com artistas de todos os estilos e de todos os lugares, foi maravilhoso poder vivenciar a dança, música, teatro, o circo... tudo junto no mesmo espaço e com o mesmo objetivo, algo do qual nunca havíamos participado antes. Conhecemos pessoas de todos os lugares, e conhecemos lugares maravilhosos, como o AfroReggae, e fizemos amizades com outros artistas afim de realizar trabalhos futuros.

JuventudeArte – Que outros jovens, como você, estão fazendo trabalhos artísticos que você admira e gostaria de indicar?

Glaucia(Aí vão os links para os sites):

Companhia de Teatro Sia Santa - http://www.siasanta.art.br/

Centro de Dança Leonardo.Bilia - http://www.leonardobilia.com.br/

AIMEC (música) - http://www.aimec.com.br/

Banda Magnitude - http://www.magnituderock.com/

Packer Cia de Dança - http://www.balletcristianapacker.com.br/

Amazon B.Boy (dança) - http://www.amazonbboy.com.br/


Para conhecer melhor a Cia Eclipse CA:

www.eclipse.art.br
www.battlebrazil.com.br
http://twitter.com/CiaEclipseCA
http://www.grupos.com.br/blog/eclipseculturaearte/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Oscar - Cine Favela

O filme conta a história do pequeno Oscar , que depois de sete anos sem saber quem era seu pai , descobre que ele sempre esteve ao seu lado . Uma história de reencontros

Sabores de falta de opções de lazer, entretenimento e cultura dentro da Cidade Nova Heliópolis, resolveu implantar um projeto no qual viesse envolver e despertar as crianças, os jovens e os adultos nas diversas áreas culturais, principalmente o cinema. Convidou toda a comunidade para participar deste lançamento, “Ela” precisava tomar conhecimento do tipo de trabalho cultural, que estava sendo implantado como: Projeções de vídeo, documentários, curtas e longa metragem, dentro da sua própria comunidade. Conheça o cinema do Cine Favela.

O Projeto Virou Ponto de Cultura CINE FAVELA.
segue site http://www.cinefavela.org.br/

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fórum [Rio] Cidade Criativa

Nesta quinta, 7/10, Beatriz Azeredo do CEPP vai participar do Fórum [Rio] Cidade Criativa no RJ. Veja a programação do evento: http://www.cidadecriativa.org/downloads/Programa_Forum_CCTU.pdf


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Impressões e Inté mais!

A 3ª Mostra Brasil acabou, mas não gosto de ver assim. Prefiro dizer que a 4ªMostra acaba de se iniciar!

Já está viva no coração de cada participante, de cada artísta e, com certeza, de nós comunicadores que gostamos tanto de ter a oportunidade de participar!

Vamos transformar esse post em uma cafeteria! Sabe aquela que você visita logo depois que sai do espetáculo, pra poder comentar com os amigos o que achou?

Vou postar os comentários que ouvi durante os dias da Mostra, como se estivessemos mais uma vez todos juntos, conversando sobre o que vimos!

"(Encontrei) Vários malucos que trabalham com arte e cultura como a gente, vários sonhadores que, assim como nós, querem um mundo melhor." - Eduardo Ribeiro (Trupe da Casa)

"A gente vem para transformar os outros e somos transformados" - Marina Raslan (Trupe da Casa)

"A ligação e interação, a receptividade, a organização e os locais de intercâmbio foram muito bons" - Leo (Grupo Eclipse)

"Muito interessante para o grupo, para o trabalho e para o aprendizado" - Kiko (Grupo Eclipse)

Esses são apenas alguns dos comentários que surgiram, mas se eu fosse colocar todos, escreveria um livro não um post!!rs

Mas é claro, faltou algum, quer deixar o teu? Olha o espaço para comentários ai embaixo!

Foto: Ratão Diniz

A reinvenção do Espetáculo.

O último dia de apresentações no Teatro Carlos Gomes reuniu por mais uma vez alguns grupos e apresentou mais outros.
Mas esse dia teve um diferencial, algo que deixou tudo novo.

A apresentação de Tatuí já não era só de Tatuí, era também de Recife, do Rio de Janeiro.
Então quando esperavamos mais do mesmo, fomos surpreendidos com mais do diferente, do inesperado e aquilo que mais encanta, a arte que não vê barreiras ou divisões se une a quem estiver com vontade de usá-la.







As linguagens se misturaram, o circo com a música, a múscia com a dança e a dança desafiou a gravidade.
Tudo isso, essa metalinguagem, onde um apresentava o outro de uma forma peculiar e bela, envolveu o público e os artístas!




Sem falar que o circo e o teatro nos deram o prazer de interligar tudo isso, hora no palco, hora na platéia sem ter lugar específico e limites, apenas usando o espaço que tem para entreter e encatar!

 O Espetáculo dos Espetáculos chegou ao fim e nos deu uma nova visão sobre arte e cultura, sobre o Brasil, que na verdade é um emaranhado de cores e de culturas. Cada um com o seu jeito de apresentar, mas no fim, todos podemos nos unir e reinventar quem somos, o que apresentamos e o resultado de tudo isso é o que vimos no Carlos Gomes: Um Brasil de todas as Cores.

Mistura Brasil


Musica, dança, circo e poesia se juntaram num espetáculo lindo, com pernas de pau, palhaços, fogo saindo da boca de animais grandes, artistas escalando as paredes do Carlos Gomes, orquestra, dança de rua. Resumo o espetáculo alem de fantástico, defino como perfeito! Desde a estética até a interação do publico! Só ficou no ar alem da sensação do maravilhoso, o quero mais que teremos que esperar 2 anos para promover novamente o encontro de todos esses artistas. Parabéns aos artistas e ao CEPP! Até 2012...




Texto: Israel Neto
Fotos: Walter Mesquita e Israel Neto

domingo, 29 de agosto de 2010

Como vc deseja o futuro?

Você deseja criar futuros possiveis? acesse o site www.criefuturos.com e faça propostas como essa abaixo!!!

Pensando a 4ª Edição

Um pouco antes do incio do ultimo espetáculo da mostra cerca de 15 pessoas, entre elas a equipe do CEPP, jovens da produção, nós comunicadores, oficineiros, convidados e os jovens artistas, se reuniram para avaliar como foi a Mostra e suas atividades e também planejar e dar um norte para a 4ª edição. Foram avaliados desde as oficinas, logistica, seminario e espetáculos. Esse encontro recebeu um nome bem caracteristico "Observatório Jovem", pois pretende ouvir o jovem que ajuda a fazer a Mostra, abrindo um espaço de diálogo entre todas as partes organizadoras do eventos. Agora é só esperar. Ficamos felizes em ter contribuido para esse processo democratico na Mostra e tenho certeza que na 4ª edição terá uma pitada de nós nas atividades!

sábado, 28 de agosto de 2010

O Espetáculo antes do espetáculo!

Quando vamos ao teatro para ver uma peça ou apresentação nem sempre paramos para refletir sobre a dificuldade em se fazer algo como aquilo.
Os participantes da Mostra Brasil ensaiam e ainda participam das atividades!
E para provar aqui vai um trecho dos ensaios do espetáculo de dança, aproveitem.

Grupo Eclipse

Segue ai um pouquinho do que o Grupo Eclipse aprontou na noite de espetaculos de dança na 3ª Mostra Brasil - Juvetude Transformando com Arte

Compartilhar é Aprender


A 3° Mostra Juventude Transformando com Arte proporcionou uma oportunidade de transformação social para os grupos de jovens que puderam ver de perto diversas realidades. Muito além do que somente uma apresentação no Rio, eles puderam vivenciar a experiência de encontrar outras entidades que trabalham com juventude e arte a acreditam nisso como um meio de transformação.


A visita ao AFROREGGAE além de ter sido um passeio instrutivo, foi uma forma de conhecer uma realidade que a grande mídia quer esconder. Revelou o poder de transformação pela arte e como cada jovem encontra seu papel na sociedade desde que esta lhe dê alguma oportunidade.

O Grupo Cultural AFROREGGEA surgiu no ano de 1993. Sua trajetória foi muito importante para a comunidade de Vigário Geral. O Rio se encontrava em uma desordem, chacinas, guerras e proibições. Com a proposta de atividades de percussão, dança, entre outras, o grupo foi ganhando espaço na comunidade.
Artistas cederam suas imagens para ajudar a mudar à realidade. O grupo conseguiu autonomia e, com muito trabalho, um espaço para a realização de suas oficinas e a revitalização do bairro.

Os grandes talentos foram aparecendo e aqui podemos ver alguns dos atores que mostraram que o talento precisa de uma oportunidade para ser visto. Nós que acompanhamos a visita ficamos impressionados com a força de produção dessa trupe.


As oficinas são bem animadas. Na verdade, a energia é contagiante e faz com que todos parem para ver os jovens ocupando o seu espaço e fazendo a sua arte. É desta forma que percebo o quanto a arte é valiosa para vida.


Somente a força de vontade pode explicar esse trabalho árduo que só é reconhecido depois de muitos anos de dedicação. Porque não é fácil ganhar o reconhecimento, mas quando isso ocorre é gratificante, podendo ser visto no olhar de cada jovem que participa dessas atividades.
Essa visita foi mais uma forte comprovação de que todas as realidades são mutáveis, podendo ser modificadas desde que se acreditem no poder da transformação.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eles Merecem!

Quero dedicar este post a todos da equipe de produção, em especial, os estagiários que com muita atenção receberam a todos com muita paciência e carinho!
Esse é Pra Vocês
OBRIGADO

O Espetáculo visto de outra forma

Aquilo que você não vê ou aquilo que deixa de ver?
                                                                                    Bastidores, onde está o foco?
Foto: Mc Popey

Foto: Luciano Frontelle
Foto: Luciano Frontelle

Foto: Luciano Frontelle
Foto: Luciano Frontelle

Foto: Luciano Frontelle
Foto: Luciano Frontelle

Foto: Luciano Frontelle
Foto: Luciano Frontelle


Foto: Luciano Frontelle

(Re)Aprender

Depois do espetáculo de Dança, tenho um pensamento a compartilhar:

"A dança não se resume em usar os pés,
Nem sempre a música é necessária, pois o ritmo pode vir do outro e de si mesmo.
E brincar também é dançar."
A dança se expressa de mil formas e jeitos, mas nem por isso está acabada, em um modelo único. É sempre reinventada por cada um que se utiliza dela.

No Gingar dos Corpos...

Era um balé rebuscado, onde os corpos falavam, riam, choravam, eram depressivos, altivos, tinham cores, demonstravam amores e dores. Corpos frutos de preconceitos e cheios de irreverência. No Gingar dos Corpos, velhas cirandas e brincadeiras infantis, a africanidade representada num lindo, forte e potente dançar, dedicado a todos Orixás. Demosntravam a rua, sua poesia e musica tudo por meio do corpo. Eram Molês, Etnicos, Eclipses, Vianas, CIAs, Cirandeiros, Manos e caras da rua... No Gingar dos Corpos a arte pode provar que Dançar faz bem!!!

Impressões de Israel Neto sobre o Espetáculo de Dança na 3º Mostra Brasil Juventude Transformando com arte!

Sinergia

Foto: Luciano Frontelle

"Cada um em seu Estado,
                                        cada um em seu Palco.
Porém, hoje, todos esses artistas
                                                  Em mais um grande Espetáculo."
Luciano Frontelle                                     

Vamos ao Morro



Nesta quarta feira um grupo composto de jovens de diversos estados brasileiros tiveram a oportunidade de conhecer o projerto "Nós no Morro" na comunidade do Vidigal.

Essa é a primeira comunidade que os participantes da 3° Mostra Juventude Transformando com Arte tem a oportunidade de visitar.

Um projeto maravilhoso, como muitos que existem em nosso país, na luta para sobreviver e dar bons frutos.



Martha Avelar, produtora cultural do grupo, nos apresentou o espaço que conta com uma biblioteca bem estruturada, salas de ensaio para grupos teatrais, cine-clubes e muitas outras atividades que partiram de propostas dos jovens.

No inicio, as astividades eram voltadas somente aos jovens da comunidade do Vidigal, mas a proposta de agregar mais jovens e dar oportunidade para troca de experiências fez com que abrissem as portas para todas as comunidades. Martha nos disse que esta proposta fez com que aparecessem até mesmo pessoas de outros estados para aprender com o grupo.

Zeze Silva, a fundadora e diretora do projeto, tambem nos honrou com sua presença, contando a historia do grupo e a oportunidade que tiveram de ir apresentar Shakespeare na Inglaterra - fato que fascinou todos os visitantes e mostra a competencia dessa trupe.


Um contraste: a comunidade de um lado e os bairros mais chiques do Rio do outro.

Esta visão da desigualdade chamou a atenção de todos. Era possível ver alguns dos bairros mais ricos do estado ao mesmo tempo em olhávamos a comunidade humilde do Vidgal.

Mas, uma coisa é certa: do morro temos uma das vistas mais privilegiadas. Aqui está uma bela mostra desta vista.



fotos Márcio Moreno